Esticou o corpo no tapete, preguiçosa e lascivamente. Não temia que os pensamentos fugissem. Isso, lhe pertencia. Dominava o tempo com pernas que cruzava , descruzava. .As mãos se mantinham na taça, onde do vermelho bebia do pecado a solidão. Inquietude. Nem sombras, nem reflexos, tudo a volta apenas ecoava como um mantra.Quando outra vez? Da janela, a lua prateava as paredes e ela, muda , sorria. Amanhã quem sabe...
