O beijo começa no olhar. Magnetiza e arrasta os lábios. Quando se aproximam e então se tocam, as vezes até trêmulos, transformam as sensações junto com a respiração. A respiração que acompanha os batimentos no peito, crescentes, quando as línguas cegas, invadem as paredes úmidas e quentes da boca e se enroscam. Serpenteiam e reviram o lado de dentro. Desmancham medos, navegam mares, se perdem e se encontram. E ficam infinitamente se lambendo. Enquanto os corpos envolvidos pelos braços que abraçados se apertam, e prendem os corpos tão juntos, que vão se deixando excitar, demonstrando na pele o arrepio de beijar. Se deixar beijar, para ser o beijo, ter o beijo, sentir o beijo, beijar.