Era um trato. Eu fazia comigo e mantinha com voce. Não exagerava, nem mesmo quando voce não me entendia, ainda que pudesse parecer o contrário. Minhas dúvidas eram tão inocentes, quanto a fragilidade da incompreensão de uma criança quando algo lhe é negado sem razão pertinente. Porque não!? Queria manter o trato. Mas não pude. Primeiro descontinuei de mim e, depois de você. Voltei atrás várias vezes. Inverti, murchei. Preenchi as noites, a espera dos dias. E quanto mais tentava manter, mais voce ruía a minha frente. O pior de tudo é que eu me sentia desmoronando também. Até que enfim, se acabou. Acredita se disser que ainda me pego triste por pensar em ti? Acredita que ainda tenho raiva por destratar um trato? Acredita que não voltarei atrás novamente? Acredite. Acredite também que por mais que temporariamente me dôa o destrato, me faz sentir bem nessa infame situação não ter que tratar mais nada com voce.
O que foi deixado do lado de fora já não tem tanta importância assim. É mais árduo o que está do lado de dentro. Isso sim, é importante.
Assinar:
Postagens (Atom)
Instigante... é sobre desvendar o perigo imaginar o gosto o poder da persuasão ao movimentar o corpo pulsar, trocar de lado, de ato, sobre...
-
Primeiro o consentimento com olhar a mordida no canto dos lábios e o corpo que já dizia como seria Talvez dissesse até mesmo mais do ...
-
É como o infinito. Não se consegue, ter, explicar. Está num resumo de momentos, num piscar de olhos, no arrepio da pele. No largo do sorris...
-
Queria aquele rompante. Aquele que chega e, sem mais e desmonta. Hoje eu seria assim. Sem rodeios. Desagregada de pudores, solta e ind...