Eu não quero mais ter pensamentos nem atitudes sensatas.
Quero desnoretear as falas, os gestos, os passos.
Quero perder-me de dentro pra fora pra que não siga nada, pra que não cicatrize, pra que não me convença dos que pensam contrário.
Quero desfilar meus desejos, espamarrar, soltar ao vento meu sorriso.
Aquele mesmo, um dia teu.
Chega de ser pelo outro, suportar, quando na verdade a vontade é oposta, é minha, é nua.
Quero ficar descalça , despida, descabelada, desmedida, desatenta, desalinhada, decomposta, desafiada...
Minha sensatez está no fim.
Eu a matei, por mim.
O que foi deixado do lado de fora já não tem tanta importância assim. É mais árduo o que está do lado de dentro. Isso sim, é importante.
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