Essas esquinas tão vazias. Esquinas de mim. Caminhos que não se cruzam, se distorcem. Esses estreitos becos sem luz, penumbras de mim. Esconderijo cego de olhares distantes. Essas manhãs secas, estiagem de mim. Dias de horas engasgadas na garganta. Essa falta de ar, rarefeito de mim. Falencia de contentamento. Procuro meu plural. Entrelaçado na memória.
O que foi deixado do lado de fora já não tem tanta importância assim. É mais árduo o que está do lado de dentro. Isso sim, é importante.
agosto 19, 2010
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