Meu alfabeto traçado no papel, pensamentos que povoam as perguntas, como se fossem letras de músicas, ou quem sabe, poemas, contos. Existem palavras que unicamente já se dizem, se bastam. Mas, numa sequencia delas, desnuda-se tudo. Minha mão trêmula quer anotar da lembrança, as suas e eternizar. Quando quase tudo estiver tão vago, e o desejo de estender o sorriso daquela espera, que a saudade, no tempo segredou um pouco do nosso ficar, um pouco do nosso querer, leia as palavras que escrevi. Viveremos do instante em que elas, as palvaras escritas, dilatarem as pupilas, dispararem o coração, arrepiarem a pele e gelarem a espinha. Isso é o que escrevi o tempo todo para voce. Meu bem.
O que foi deixado do lado de fora já não tem tanta importância assim. É mais árduo o que está do lado de dentro. Isso sim, é importante.
agosto 10, 2010
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