janeiro 19, 2011

Para saber

E que venham os  desafios. Incessantes  provocações, que ressaltam os medos diante das imagens que os anseios revelam.

E que venham os arrepios, os frios nas extremidades trêmulas,  quando  chegar  a vez e então, não tiver mais como retroagir.

Sim, e que venha tudo que transforma, repagina, recria, reinventa. Porque  bendito seja o momento de viver essas sensações, para que então mais  tarde, possamos  saber da sorte de ter podido reconstruir.

janeiro 14, 2011

Vidraça Aberta

Relacionamento, posse ,amor.
Dos defeitos os efeitos de traição, rancor.

Para amar é preciso ser livre, egoista do outro. 
Seu nome é companheiro. 
Abraço de soneto Beijo de desejo Lembranças da razão. 
Insana, disfarçada de alegria Bebe da água dormida, a mentira , a ilusão. Ninguém é tão perfeito que não viva,sem perdão

janeiro 11, 2011

Detalhes dos Tijolos

Empilhados  formam muros, paredes. Separam os lados, dividem as partes. Provocam inquietude, curiosidade, medo talvez.Mas, criam novos espaços.  Uma construção, uma obra.Quantos fazem, quem participa? Que sustentação tem? Meus tijolos estão  num canto de mim. Se formando em esculturas.

janeiro 05, 2011

Estrada Nova

Seguir, apenas  ir. Sem direção nem sorteio. Apenas ir. Desprendendo  no caminho as amarguras guardadas e colhendo outras  delicias. Uma troca, sem resgate, sem semente. Reparando olhares, lambendo  beijos, abraçando  braços. Sorrindo sorrisos. E continuar indo. Não. Isso não é promiscuo, é  livre. Liberdade de descobrir e saber descobrir. Seguir pelo instinto, pelo feeling, pelo prazer. Ah...!  o prazer. Prazer do gozo que  não precisa ser orgasmico, apenas sexualmente, mas orgasmico no conjunto. Há uma linha cortante, oculta, calada. Ao trocar os passos  criamos oportunidades. E  enfeitamos caminhos, percursos. Agora eu vejo um traço. Um traçado. Estou indo.

janeiro 04, 2011

Não pense

Uma vontade de me deixar levar. Ensurdecer, cegar. Fico assistindo a esse mesmo filme, em reprise e, todas as vezes  faço a mesma  pergunta. É quase uma rotina. Destesto rotinas. Mas por que  essa é diferente? Talvez, porque essa ainda não tenha sofrido  nenhuma fissura. Está na suprema fantasia, no inquietante desejo. Há entre as pontas uma condução que não exige, ou não mostra exigências. Nada se diz, tudo consente. Nada  se aproxima, tudo busca. E busca em tudo aquilo que se aproxima. Na vontade, no medo, na ausência, na presença. Como uma página de livro, que  abrimos  num capitulo qualquer e ali está aquele trecho, escrito especialmente para nós. Não pense que esse pensamento me domina. Não. Ele  apenas me consome quando permito sentir. Gosto muito  da consumação. Ela arde, e isso  faz com que o sangue corra quente, rápido. Sugere. Não, não  pense. Deixe  a cegueira e a surdez te tomar de assalto. Será que assistir o mesmo mesmo filme pode mudar a pergunta, ou a rotina? Eu detesto rotina.

Carretel

Amor.
Descoberta
Conhecimento
Compartilhar
Ceder
Relevar
Manter
Representar
Enjoar
Desgastar
e continuar. Sabe-se lá por qual razão continuar a tentar, tentar, até que o tempo se forme em crosta, uma casca e, já nem tem mais importância. Basta apenas que não tenha que mexer em nada. Que fique como está. O amor perde a temperatura, não reage as mudanças. É homeopático. Às vezes, apático. Conformado e dependente. Quando acaba, deixa  sua marca. Um hematoma na alma. O amor cobra sim. Cobra tudo e com peso de compaixão.




Paixão.
Surpreende
Invade
Domina
Carrega
Provoca
É crua
Intensa
Esgota
Acaba
e deixa um gosto às vezes amargo, outras vezes  de puro mel. A paixão não censura. Ela vive daquilo que a envolve e deixa que naturalmente isso  cresça e fique pelo tempo que quiser morar. A paixão chega morna e ferve, reage e contesta as mudanças.É o remédio e o veneno. Avassaladora e mesmo forte; assim, quando acaba não deixa vestigios. Some. A paixão cobra muito, cobra posse, mas cobra como vaidade.

Neste fio de sentimentos, que escolha temos a não ser sentir? Fino, ele enrosca, enrola, enforca, e nos faz  tropeçar. 
Emaranhados, nos acompanham  pelos dias que tentamos fugir deles.  

janeiro 02, 2011

Vulcão

Minha mão busca repouso. Cansada, quer deitar o calor que guarda  na tua pele e aquecer-te do frio. Proteger-te na palma da imensidão deste céu, dos telhados, becos e vazios. Minha mão tão próxima  ainda não  te alcançou. IMG_0103

Instigante... é sobre desvendar o perigo imaginar o gosto  o poder da persuasão ao movimentar o corpo  pulsar, trocar de lado, de ato, sobre...