Voltava pelo mesmo caminho que havia ido. A cada passo que trocava, tropeçava entre desejo e saudade, que sentia. A luz dos postes da rua lhe davam a própria sombra de compania. E assim, lado a lado quase que de mãos dadas seguia. O caminho de volta parecia mais longo. Seus pés estavam em carne viva, ardiam em brasa, mas já nem ligava mais, o asfalto a certa altura se tornou um tapete. De vez em quando sua sombra convidava para descansar. Seguia. Dado momento, as luzes se apagaram, a sombra se foi e na escuridão soube, o caminho também chegou ao fim.
O que foi deixado do lado de fora já não tem tanta importância assim. É mais árduo o que está do lado de dentro. Isso sim, é importante.
agosto 21, 2010
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