Existia uma cegueira. Havia um desespero contrário. Uma necessidade sádica dele e um tanto masoquista dela. Dele as palavras eram castradas para não dizer sobre si. Por outro lado, dela fertilizam. Porque tem que ser constrangido, o anseio de sentir. Mentiras. Vergonhas. Impurezas. Nenhuma profana vontade há de sobrepor a penitência amarga da felicidade idealizada. Castigo da alma, pecado da lingua . E a tentação emergia nos dois. .Ela dizia que o tempo é inimigo da vida. Ele acreditava que na vida o tempo é um aliado. A noite fecundou o dia, e o tempo nas palvaras se arrastou.
O que foi deixado do lado de fora já não tem tanta importância assim. É mais árduo o que está do lado de dentro. Isso sim, é importante.
setembro 08, 2010
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2 comentários:
Li.
Que bom que leu.
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