Ainda ontem chamei teu nome. Ainda ontem me entreguei no teu corpo. Me soltei no teu beijo e me deixei levar nos teus braços. Ainda ontem. Era um segredo, um conto. Ainda ontem eu vi teu olhar menino, satisfeito, exibido. Era um termo, um episódio a mais. Hoje um menino maior, embora ainda menino. Refletido em suas perguntas, buscas. Esbarrando nos espinhos das rosas que encontra no caminho. Ainda ontem estive igualmente outra. Estive igualmente solta, a toa, na tua, e propositalmente sua. Ainda ontem sabia teu nome, teu jeito, teu medo. E hoje, acredite, ainda sei.
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