Sentia quente, de modo ligeiramente atormentado entre o que queria apagar e o que emergia das entranhas. Razões que não tem lógica. São como linhas finas, que se enrolam e embaralham em nós. Desatar, desembaralhar é descobrir o furtivo prazer de se misturar. Existem suavidades que só acontecem na transigencia de querer saber. Passear pelos meios, tingir o vermelho de dentro, molhar os poros até transbordar. Intorpecer, envolver com o perfume que é singular. Sorver. Caprichos que desenham outras vozes, distantes da minha tez, palidez. Sua insensatez. Cem ramos de perdão, para mil galhos de entrega, fome de entrelaçar, amarrar, conter. Existe ainda um paladar no atrevimento de desafiar o vento a emaranhar nossos fios.
O que foi deixado do lado de fora já não tem tanta importância assim. É mais árduo o que está do lado de dentro. Isso sim, é importante.
setembro 27, 2010
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